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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Barroco

Ao reunir artistas de várias procedências e encarregá-los de tarefas desafiadoras, Roma acabou se tornando o local de origem do Barroco, que durou do período de 1600 à 1750.
 O significado original de barroco é: "irregular, contorcido, grotesco". O termo é usado pra designar a arte, a arquitetura e a música que sucedeu a Baixa Renascença e precedeu o Rococó.
 Adoração dos pastores - Annibale Carracci
Visto com uma reação do estilo maneirista, no qual o idealismo clássico deu lugar a uma beleza plácida, o barroco é associado principalmente à arte feita sob encomenda da Igreja Católica. É caracterizado pela decoração pesada, o design complexo porém sistemático e a aplicação abundante de luzes e sombras.
Agora, o pensamento científico e filosófico tornou-se extremamente complexo, abstrato e sistemático para ser também dominado por um artista. 
A arte barroca não foi simplesmente o resultado de uma evolução religiosa, política ou intelectual. Naturalmente as conexões entre todos esses aspectos existiam, mas ainda não chegamos a sua compreensão.
Gianlorenzo Bernini - Apolo e Dafne
Roma tornou-se um centro internacional de produção e debate artístico, o papado que voltou a patrocinar a produção de obras de arte em grande escala, tinha o objetivo de transformar-la na mais bela cidade de todo mundo cristão.
Artistas de toda Europa iam a Roma para estudar as antiguidades clássicas e a arte da Alta Renascença. Graças aos ambientes de trocas culturais da cidade, os ideais e as características visuais do Barroco se espalharam pela Europa quando esses artistas voltaram para casa depois de suas peregrinações criativas.
As meninas - Diego de Velázquez
As obras que melhor exibem as características estilísticas da arte barroca são as esculturas e os projetos arquitetônicos de Gianlorenzo Bernini (1598-1680). Seus projetos exuberantes, dinâmicos, teatrais e orgânicos, dominaram o cenário artístico de Roma.
Na Espanha, os retratos da corte e da família real, que também serviam como propaganda da realeza, eram responsabilidade do pintor oficial Diego Velázquez (1599-1660). As meninas, pintada em 1656 foi seu ponto alto da carreira. Enquanto isso outros artistas forneciam imagens inspiradoras para uma Espanha profundamente católica.


Fonte de pesquisa
Livros:
- Barroco Teoria e Análise de Affonso Ávila
- Iniciação à história da arte de H.W Janson e Anthony Janson
- Estudos sobre o Barroco de Helmut Hatzafeld
- Renascença e Barroco de Heinrich Wolfflin

Vale lembrar que todos os livros que são usados como fonte de pesquisa para o conteúdo do blog, estão disponíveis aqui na Galeria Augôsto Augusta! (:

terça-feira, 28 de maio de 2013

Maneirismo

Esse estilo denominado maneirismo se desenvolveu em Roma entre 1520-1610, foi marcado pelas convenções mais impessoais, inflexíveis e mecânicas.  Dando menos importância à estética clássica, constituiu um afastamento radical do ideal clássico foram criados produtos uniformes e algumas das criações mais originais, singulares e arrojadas do espírito humano.
El Greco - Laocoon
O maneirismo assinalou uma revolução na historia da arte e criou padrões estilísticos inteiramente novos, pela primeira vez a arte vinha literalmente da natureza. O caminho que conduziu à reavaliação do maneirismo foi preparado pelo expressionismo moderno, pelo surrealismo e pela arte abstrata, sem eles sua arte teria permanecido inteligível, já que não conseguiam entender. Uma reavaliação do maneirismo só era possível em uma geração que experimentasse um choque como o que está associado à origem da arte moderna.
O termo "maneirismo" vem do italiano "maniera" que significa "maneira" em português, e reflete o estilo ou a maneira de um artista efetuar sua obra.
Escultura de Bartolomeo Ammanati
A arquitetura maneirista dá prioridade à construção de igrejas de plano longitudinal, com espaços mais longos do que largos, com a cúpula principal sobre o transepto, deixando de lado as de plano centralizado, típicas do renascimento clássico. No entanto, pode-se dizer que as verdadeiras mudanças que este novo estilo introduz refletem-se não somente na construção em si, mas também na distribuição da luz e na decoração. 
É na pintura que o espírito maneirista se manifesta em primeiro lugar. São os pintores da segunda década do século XV que, afastados dos cânones renascentistas, criam esse novo estilo, procurando deformar uma realidade que já não os satisfaz e tentando revalorizar a arte pela própria arte. 
Na escultura, o maneirismo segue o caminho traçado por Michelangelo: às formas clássicas soma-se o novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade. Em resumo, repetem-se as características da arquitetura e da pintura. Não faltam as formas caprichosas, as proporções estranhas, as superposições de planos, ou ainda o exagero nos detalhes, elementos que criam essa atmosfera de tensão tão característica do espírito maneirista.


Livro de apoio - Maneirismo de Arnold Hauser

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Renascimento Nórdico

Alguns aspectos do Renascimento eram mais interessantes do que outros para os artistas nórdicos. Na Itália, a Renascença foi um ressurgimento e principalmente uma redescoberta dos ensinamentos e da cultura da Grécia e da Roma antigas.
Paisagem com São Jerônimo de Joachim Patinir
A Renascença Nórdica foi inspirada pela Reforma Protestante, que trouxe consigo um interesse renovado pela representação da imagem humana e por retratar o mundo visível de forma realista.
Os artistas buscavam alcançar o mesmo tipo de realismo sempre que retratavam o mundo físico, de cenas de interiores e paisagens a naturezas-mortas e estudos da fisionomia humana. Eles foram reconhecidos sobretudo pela habilidade de  retratar detalhes microscópicos, como a textura de um casaco de pele ou dos metais, ou ainda reflexos exatos em superfícies espelhadas. Os críticos diziam que os artistas ficaram obcecados pelos detalhes e se esqueceram de abranger o tema como um todo, como faziam os mais talentosos artistas italianos.
Na pintura de paisagens, lugares começaram a surgir com uma regularidade cada vez maior, ainda que alguns tenham sido "transplantados" para contextos diferentes. A ideia de produzir registros topográficos precisos ganhou importância durante a Renascença, mas a paisagem demorou para se desenvolver como um gênero independente da pintura. Os patronos nórdicos gostavam muito de admirar paisagens em miniatura como cenário das obras sacras, mas a ideia de comprar uma paisagem por si só era desconhecida.
O Renascimento nórdico também foi marcado pela difusão da gravura  e desenvolvimento de imagens impressas, o que foi uma dádiva para os artistas e ajudou bastante na questão das vendas, já que eles podiam comercializar suas próprias gravações em mercados e feiras.
Caçadores na neve de Pieter Bruegel


Livro de apoio : Tudo sobre arte

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Renascimento

Alguns dos principais artistas

A arte no Renascimento era de fato um passaporte para a eternidade, tanto pata quem encomendasse uma determinada obra, quanto para o próprio artista.
A posição do artista sofre uma mudança, no início ele era considerado como um artesão qualquer e mesmo que se tornasse mestre após anos de aprendizado, continuava a receber ordens para entregar em dias estabelecidos e a preço baixo. A sorte destes artistas foi a fidelidade dos seus clientes. Especialmente em Florença,contribuiu para isso o fato de os florentinos possuírem uma ideia clara de beleza e se interessarem muito em adquirir belas obras. Assim, pouco a pouco começou a crescer a estima dos extraordinários artistas do Renascimento, que levou a conquistar, cada vez mais, maior prestígio social.

Leonardo da Vinci é considerado o pai da técnica do sfumato, que consiste em criar gradientes perfeitos numa pintura, criando luz e sombra.

  
   Madona Litta             A Virgem dos Rochedos

Michelangelo autor de uma das mais famosas obras do mundo artístico, feita no teto da Capela Sistina do Vaticano, o mais curioso é que ele não queria realizar o trabalho, foi contra sua vontade.
  
Virgem com o menino           O juízo final



Rafael Sanzio foi um mestre da pintura e da arquitetura da escola de Florença durante o Renascimento, na Itália, é reconhecido pela suavidade e perfeição em suas obras.
Três graças

Sandro Boticelli Desenvolveu um estilo personalíssimo, caracterizado pela elegância do seu traçado e pela força expressiva de suas linhas, baseando-se na delicadeza, graça e um certo sentimentalismo
Vênus e Marte



O Nascimento de Vênus


Livros:
Leonardo a Vinci de Frank Zollner
Michel Ângelo de Gilles Néret
Florença: Tesouros do Renascimento 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Introdução ao Renascimento


Para falar de Renascimento é preciso descrever sua forma e principalmente ter uma atenção especial voltada para seus artistas, que foram de extrema importância, logo esse tema será abordado durante toda a semana.


Giotto , Uccelo, Donatello, Antonio Manetti e Filippo Brunelleschi

A passagem entre a Idade Média e o Renascimento, baseou-se principalmente na valorização do homem e da vida na terra, em oposição à espiritualidade que era característica da época.Obras de artistas como Platão, Aristóteles, Cícero e Homero, são redescobertas e com elas vem essa visão mais humanista. Embora não seja uma rejeição ao teocentrismo, mesmo porque a simbologia cristã continua a inspirar os artistas da Renascença, esta abordagem não estava de acordo com os ensinamentos da Igreja Medieval que insistia que a humanidade não podia alcançar nada sem ajuda de Deus.A redescoberta do mundo clássico alterou radicalmente a pintura, a escultura e a arquitetura na Itália.Alguns estudiosos acreditam que o primeiro pintor renascentista tenha sido Giotto, uma alegação compreensível, já que suas obras revolucionaram toda Europa.A escultura e a arquitetura, que durante muitos anos se restringiram à mera imitação da arte, começaram a ser resgatadas da obscuridade. O papel da cidade ao dar forma à Renascença, é celebrado na obra Cinco Mestres da Renascença Florentina,sendo eles: Giotto , Uccelo, Donatello, Antonio Manetti e Filippo Brunelleschi.Embora nenhum fator isolado seja capaz de explicar o desenvolvimento sem precedentes que Florença vivenciou no começo do século XV, várias contribuições fundamentais foram feitas por Brunelleschi, na arquitetura, Donatello, na escultura, e Masaccio, na pintura.No século XVI, as tendências que se tinham manifestado durante o Pré-Renascimento caminharam para a sua conclusão lógica. O individualismo manifestou-se em personalidades como Leonardo da Vinci, Rafael e Miguel Ângelo. Nestes criadores encontram-se numerosos elementos comuns à época, mas cada um deles não deixa de possuir um modo de expressão altamente pessoal.Menos superficial, o Renascimento estudou mais os princípios do que as aparências da Antiguidade. As figuras foram mais idealizadas, as formas tornaram-se mais monumentais, organizadas segundo composições geométricas: em pirâmide, em roda, etc.A pintura se tornou mais naturalista, refletindo uma observação mais cuidadosa da forma humana e da natureza, também foram desenvolvidas técnicas artísticas, como a de perspectiva, onde começaram a usar as três dimensões do real, altura, largura e profundidade, o que implica a uma maior ordenação do espaço.

Livros de apoio
- Iniciação à história da arte de H.W Janson e Anthony F. Janson
Tudo sobre arte de Stephen Farthing

sábado, 18 de maio de 2013

Arte Gótica


No  período da Arte Gótica, dá se início a pintura secular e a transição da Idade Média para o Renascimento, em contraste com a alta Idade Média.
Chartres, o Genese, criacao do homem, catedrais medievais
Vitral Chartres, catedral de Notre-Dame
A partir do século XII a França conheceu transformações importantes, caracterizadas pelo desenvolvimento comercial, urbano e pela centralização política, elementos que marcam o início da crise do sistema feudal.
 O termo Gótico foi utilizado pelos italianos renascentistas, que consideravam a Idade Média como a idade das trevas, época de bárbaros, e como para eles os godos eram o povo bárbaro mais conhecido, utilizaram a expressão gótica para designar o que até então chamava-se "Arte Francesa ".
O período desse estilo, estendeu-se por 400 anos (de mais ou menos 1.100 até 1.500) e permaneceu predominante até o século XVI, ganhando a partir daí uma parte de saída para as novas colônias na Espanha, Portugal, parte de Inglaterra e Alemanha.
 Deve-se entender o desenvolvimento da época ainda preso à religiosidade, tendo Deus como elemento supremo.
Dessa maneira percebe-se uma renovação das formas, caracterizada pela verticalidade e por maior exatidão em seus traços, porém com o objetivo de expressar a harmonia divina
A principal expressão da arte gótica foi a arquitetura, representada pelas construções de imponentes igrejas, que levava em torno de 300 anos para ficarem prontas. Então as cidades começavam a nascer ao redor das catedrais, por conta do elevado número de trabalhadores envolvidos na obra.  Cada corporação da cidade contribuía para a construção com entusiasmo religioso.
Os vitrais que já haviam sido aperfeiçoados no período românico, começam a aparecer cada vez mais, já que as estruturas arquitetônicas estavam comportando mais janelas, de dimensões cada vez maiores. 
A lamentação, afresco de Giotto
Às vésperas do Renascimento, a pintura gótica surgiu nos séculos XII, XIV e início do século XV. Geralmente, as pinturas buscavam representar os seres com realismo procurando expressar o ideal de beleza da divindade, tratandode temas religiosos. Os principais artistas do período foram os que deram início à pintura do Renascimento: 
Giotto - os santos eram reproduzidos como seres humanos com simplicidade. A visão humanista, na qual o homem é o centro de todas as coisas, começava a surgir nas pinturas dos artistas. As obras mais importantes foram os Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis, localizada na Itália e o Retiro de São Joaquim entre os Pastores.
Jan Van Eyck - ele retratava a vida da sociedade da época, registrando as paisagens urbanas e as suas características e detalhes. As obras mais importantes são O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin.



Livros: 
- Gótico de Robert Suckale/ Matthias Weniger/Manfred Wundram
- Iniciação à história da arte de H.W Janson e Anthony F. Janson
- O gótico: arquitetura, estultura, pintura
- Pintura Gótica Italiana

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Arte Românica

O termo românico designa vários estilos espalhados na Europa Ocidental nos séculos XI e XII, estilos esses com certos traços comuns, mas também com grandes diferenças. A maior parte da arte sai dos mosteiros que eram os centros de saber, criatividade e riqueza. 
No século XIII quem saísse da Itália e fosse pra Espanha, França ou Grã Bretanha encontraria, em todas as cidades, turmas, aquedutos e templos relativamente idênticos, embora não fosse exatamente igual, as semelhanças eram marcantes para que o viajante não se sentisse deslocado. A língua falada, oficial, era apenas uma, o latim, e por toda parte entre gente civilizada, se encontrava os mesmo costumes, as mesmas ideias e o mesmo modo de vida.
Com a chegada dos bárbaros à Europa Ocidental, desapareceu a unidade romana e deu-se início a chamada Idade Média. Entre 500 e 1000, cada região e cada povo começa a evoluir em diversos sentidos, logo, procuram diferenciar-se por meio da expressão, diante disso, surgem as novas línguas como o italiano, o francês e o espanhol, que pouco a pouco distanciam-se do latim.

Fachada da Basílica St. Sernin, Toulouse, França
 Planta de St. Sernin, Toulouse

A arte românica não é uma simples imitação do estilo dos antigos romanos, ela recebe influência do Egito, da Pérsia, França, Suíça, Bélgica, Alemanha, da arte bizantina, da Grécia e da Turquia.
Um ponto em comum permite-nos falar sobre a arte românica como de uma entidade, pois a presença em todas essas comunidades tinham um mesmo sentimento religioso, porque ela foi essencialmente uma arte sacra. 
A energia religiosa desse tempo foi, sobretudo, encarnada pelas Cruzadas. É evidente que a intenção de retomar a Terra Santa aos Sarracenos foi reforçada por um desejo de aventura, mas não podemos duvidar da importância que teve o fervor religioso na sua organização. Enquanto isso a igreja trabalhava incessantemente na reforma da sociedade, estabelecendo paz e esforçando-se por se reformar a si própria, criando novas ordens.
Afresco Cristo em Majestade (c. 1123)
No que diz respeito à construção, o progresso mais importante foi, sem dúvida, o ressurgimento da arte de talhar e de aparelhar, que se perdera desde o fim da antiguidade. Algumas características marcantes da arquitetura dessa época são: abóbadas em substituição ao telhado das basílicas; pilares maciços que sustentavam e das paredes espessas; aberturas raras e estreitas usadas como janelas; torres, que aparecem no cruzamento das naves ou na fachada; e arcos que são formados por 180 graus. 
Durante o primeiro século da Idade Média, a escultura desapareceu quase por completo. Quando reapareceu, procurou modelos nas artes menores de que os mosteiros tinham conservado como tradição; miniaturas, mosaicos, objetos de ourivesaria ou de marfim.
A pintura submete-se aos imperativos arquitetônicos, localizando-se com maior frequência nas abóbadas, nas paredes e na abside, de acordo com as tradições do Oriente.Tal como na escultura, a pintura desempenha um papel simultaneamente decorativo e educativo, narrando a História Sagrada em imagens ao alcance dos simples.


Livros
- Arte Románico de Norberto Wolf
- Tudo sobre arte